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Maker Price 3D

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Introdução:

Recentemente, comecei a me interessar pelo mundo da impressão 3D. Sempre achei fascinante a possibilidade de dar vida a praticamente qualquer tipo de modelo, sejam ferramentas, itens decorativos ou ideias completamente originais, limitadas apenas pela criatividade. Impulsionado por esse interesse, adquiri uma impressora de resina simples e, até o momento, considero que foi uma excelente escolha.

 

Atualmente, existem diversos tipos de impressoras no mercado, sendo as mais comuns as de filamento e as de resina. Optei pela de resina principalmente pela qualidade de detalhe nas impressões, algo essencial para miniaturas pequenas, como personagens. Isso combina muito com meu gosto por action figures, apesar de nem sempre ter orçamento para comprar muitas.

Confesso que, no início, foi mais difícil do que eu imaginava. Assistindo a vídeos na internet, tudo parecia quase “mágico”: peças saindo perfeitas e, após a pintura, se transformando em verdadeiras obras de arte. Mas, na prática, o processo está longe de ser tão simples. Precisei aprender diversos conceitos novos, como a aplicação e configuração de suportes, a espessura ideal das paredes e até o posicionamento correto de furos para evitar o acúmulo de resina durante a impressão.

 

Em resumo, para obter um bom resultado, é necessário um nível considerável de conhecimento técnico, algo que eu ainda não tinha naquele momento. Por isso, busquei ajuda com pessoas mais experientes, que já trabalhavam com impressão 3D há mais tempo e até lucravam com isso. Com o passar do tempo, fui evoluindo, me adaptando ao processo e melhorando a qualidade das minhas impressões. Ainda assim, sei que há muito espaço para crescimento.

 

Mas afinal, onde entra o Maker Price 3D nessa história?

 

Após diversas conversas com profissionais da área e membros de comunidades online, percebi um problema recorrente: não existe um padrão claro para precificação. Muitas pessoas utilizam a impressão 3D como renda extra, mas frequentemente não sabem exatamente quanto cobrar por seus produtos, e, em alguns casos, acabam tendo prejuízo sem perceber.

 

Isso não acontece por falta de capacidade, mas sim pela complexidade do tema. É comum considerar apenas o custo do material, ignorando fatores importantes como manutenção, desgaste dos equipamentos, energia elétrica, tempo de trabalho, acabamento, pintura e, claro, o lucro. Quando todos esses elementos são levados em conta, fica evidente que negligenciá-los pode resultar em perdas significativas. E mesmo quando há lucro, ele muitas vezes é consumido por custos invisíveis, como peças que quebram ou se desgastam com o uso.

 

Com base nessas discussões e na minha própria experiência prática, reuni os fatores mais relevantes que devem ser considerados na precificação de um produto personalizado. A partir disso, desenvolvi, ao longo de muitas horas de trabalho, um software simples, porém extremamente útil: uma espécie de calculadora completa, criada especificamente para ajudar makers a definirem o preço ideal de suas criações.

 

O objetivo do Maker Price 3D não é impor regras ou dizer o que é certo ou errado, mas sim oferecer uma base sólida para quem deseja evoluir nesse mercado e evitar prejuízos. A ferramenta considera todo o processo, desde a impressão até o acabamento e a entrega final ao cliente, trazendo mais clareza e segurança na hora de precificar.

 

Como o projeto ainda está no início, há muito espaço para melhorias e novas ideias no futuro. Ainda assim, o que já foi desenvolvido é suficiente para ajudar você a evitar prejuízos e tomar decisões mais conscientes. Portanto, sinta-se à vontade para experimentar a ferramenta, ela é totalmente gratuita. 😊

Requisitos Importantes!

► Ao executar o programa, existe a possibilidade do Windows Defender apontar como "vírus" ou "Trojan" por se tratar de um programa independente, no entanto, o programa é inofensivo, e não fará nada além da função da qual ele foi idealizado. Você pode conferir o código fonte no meu repositório no GitHub.

GitHub: https://github.com/cleitinhodev/makerprice3d

Cuidado!!! Evite fazer o download de fontes não confiáveis, o usuário é totalmente responsável por qualquer uso indevido da ferramenta.

Interface Principal
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Eu sei, essa grande quantidade de campos pode assustar à primeira vista. Parece um formulário ou até uma planilha, e, de certa forma, não está muito longe disso. A diferença é que tudo foi pensado de forma mais intuitiva e elegante, com as fórmulas já configuradas, reduzindo ao máximo a necessidade de cálculos manuais durante o processo.

 

É importante destacar que ter um conhecimento básico sobre o tema ajuda bastante. Mas fique tranquilo, se você acabou de comprar sua impressora e ainda está aprendendo, este tutorial também é para você. Na verdade, iniciantes são justamente o público que mais pode se beneficiar deste software.

 

O sistema foi desenvolvido para seguir uma sequência lógica, começando pela etapa de fatiamento do modelo STL. A partir daí, cada etapa apresenta novos fatores e possíveis custos invisíveis, acompanhando todo o processo até a entrega final ao cliente.

 

Neste tutorial, vou explicar passo a passo a função de cada campo, como os cálculos são realizados e também indicar onde você pode obter as informações necessárias para preencher tudo corretamente.

Material
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Neste bloco, você irá inserir os valores relacionados à quantidade de material utilizada na impressão da peça que será vendida. O objetivo é converter esse consumo em um valor monetário aproximado.

Para começar, é necessário saber quanto foi investido em um frasco de resina de 1Kg, que é a unidade mais comum no mercado. Esse valor pode variar bastante dependendo da marca, da distribuidora e do tipo de resina utilizada, já que existem diferentes composições e qualidades. O ponto mais importante aqui é ter uma noção do custo médio que você paga por esse material.

O segundo valor essencial é o peso da peça em gramas (g). Essa informação pode ser obtida diretamente em softwares de fatiamento de modelos STL, como mostrado na imagem abaixo. Esses programas normalmente calculam automaticamente o peso e o deixam visível ao usuário, justamente por ser um dado fundamental. Ainda assim, é sempre bom verificar as configurações e a unidade de medida utilizada.

Alguns softwares vão além e exibem até uma estimativa de custo, mas, como mencionado anteriormente, esse valor considera apenas o material, ignorando outros fatores importantes que também impactam no preço final. Com esses dois dados em mãos, o sistema já será capaz de calcular automaticamente o custo do material utilizado, com base no valor total de 1Kg de resina.

 

Os dois campos adicionais servem para complementar possíveis informações que não foram consideradas automaticamente. Embora não seja comum, alguns softwares de fatiamento não incluem o consumo de material dos suportes no cálculo principal, o que pode gerar uma estimativa incorreta. Para resolver isso, foi incluído um campo onde você pode informar a porcentagem aproximada de material usada nos suportes.

Além disso, há também um campo de custo fixo, pensado para cobrir pequenos gastos que não aparecem diretamente no processo de impressão. Um bom exemplo são as perdas de resina ao manusear o tanque ou durante a limpeza. Como se trata de um material relativamente caro, é importante considerar até mesmo essas pequenas perdas no cálculo final.

Agora, um resumo dos campos do bloco Material:

Resina 1Kg (R$): Valor pago por um frasco de resina de 1Kg.

Peso da Peça (g): Quantidade de material utilizada na impressão, em gramas.

Suportes (%): Percentual estimado de material usado nos suportes da peça. Caso o seu software já inclua esse valor, não é necessário preencher.

 

Custo Fixo (R$): Valor adicional inserido pelo usuário para cobrir custos extras.

 

Fórmula utilizada:

 

((peso / 1000) * resina) * (1 + suporte / 100) + custo fixo

Gasto em Energia

O bloco de Gasto em Energia não é complexo em termos de fórmula, pois basicamente consiste na soma do consumo dos principais equipamentos utilizados no processo.

Começando pela própria impressora, que, para minha surpresa, consome menos energia do que eu imaginava. No entanto, ao longo de um mês inteiro, esse consumo pode se tornar significativo. Outro equipamento bastante comum na impressão 3D em resina é a Wash & Cure, utilizada para lavar as peças, removendo resíduos de resina, e realizar a cura com luz UV.

Além disso, ferramentas como lixas elétricas ou furadeiras também são frequentemente usadas para remover imperfeições e resíduos de suportes. Por fim, temos a etapa de pintura, que geralmente envolve o uso de um compressor de ar em conjunto com um aerógrafo.

Todos esses equipamentos consomem energia e, portanto, devem ser considerados no custo final da peça. Afinal, estamos literalmente convertendo eletricidade em produto.

Mas isso levanta uma questão importante: como calcular corretamente o consumo de energia de cada equipamento?

Ao clicar no botão de cálculo, será aberta uma calculadora simples e intuitiva, responsável por estimar o consumo de energia com base em uma fórmula padrão. A partir daí, você só precisa preencher alguns dados, que são fáceis de encontrar.

O primeiro deles é a potência do aparelho, medida em Watts (W). Essa informação normalmente está disponível no próprio equipamento, geralmente na parte traseira, na fonte ou no manual do fabricante.

Em seguida, você deve informar o tempo médio de uso por dia, em minutos. Esse valor representa quanto tempo o equipamento fica ligado diariamente. Esse ponto é importante, pois alguns dispositivos, como impressoras 3D, podem permanecer ligados por várias horas seguidas.

Depois, insira o número de dias no mês em que o aparelho é utilizado. Caso o uso seja ocasional, você pode colocar o valor como 1, representando apenas um único dia de uso.

Por fim, temos o valor do kWh (quilowatt-hora), que costuma gerar dúvidas. O kWh é a unidade utilizada pelas companhias elétricas para medir o consumo de energia. Em termos simples, 1 kWh representa o uso de 1000 Watts durante 1 hora. Por exemplo, um aparelho de 100W ligado por 10 horas consome exatamente 1 kWh.

Esse valor pode ser encontrado na sua conta de luz e representa o custo cobrado por cada kWh consumido. Ele é essencial para converter o consumo de energia em dinheiro.

Após preencher todos os campos corretamente, a calculadora exibirá três resultados: o consumo em kWh, o custo mensal e o custo diário. Na maioria dos casos, o ideal é utilizar o custo diário como base para o cálculo do preço da peça. No entanto, se você estiver lidando com impressões muito longas, que levam vários dias para serem concluídas, pode ser mais adequado considerar o custo total do período.

Uma das vantagens dessa calculadora é que ela pode ser utilizada para qualquer equipamento elétrico. Além disso, o campo “Total” exibirá automaticamente a soma de todos os valores inseridos. Normalmente, esses custos são relativamente baixos, então, caso apareça um valor muito alto, vale a pena revisar os dados informados para garantir que tudo esteja correto.

Desgaste

Esta é, sem dúvida, uma das partes mais ignoradas por quem trabalha com impressão 3D, e também uma das que mais causam surpresas no longo prazo. Com o uso contínuo, é inevitável a necessidade de manutenção: FEP rasgado, parafusos danificados e, em casos mais críticos, problemas no LCD. Nenhum equipamento dura para sempre, e o verdadeiro problema não está no desgaste em si, mas em não se preparar para ele.

Pensando nisso, este bloco foi criado para estimar o desgaste médio por impressão. A proposta é distribuir esses custos ao longo do tempo de forma justa, evitando tanto prejuízos quanto cobranças exageradas. Afinal, cada peça utiliza os recursos da impressora de maneira diferente, e isso precisa ser levado em consideração.

Vamos entender o que cada campo representa:

Começando pelo Preço do LCD, você deve inserir o valor de um LCD novo compatível com a sua impressora. Esse custo varia de acordo com o modelo e, geralmente, quanto maior a resolução, mais caro será. O LCD é um dos componentes mais caros que podem apresentar defeito, por isso é essencial incluí-lo no cálculo.

Ao lado, temos a Vida Útil, que corresponde ao tempo médio de funcionamento do LCD em horas. Esse valor costuma ser informado pelo fabricante, normalmente a partir de 2000 horas ou mais. Em seguida, informe o Tempo Total da impressão atual, também em horas.

Mesmo após preencher esses campos, o valor total ainda permanecerá zerado. Isso acontece porque ainda falta considerar o desgaste do FEP, que é a película localizada no tanque de resina. Diferente do LCD, o FEP se desgasta com mais frequência, porém possui um custo bem menor.

Para o FEP, siga uma lógica semelhante: informe o preço de um FEP novo e, no campo de durabilidade, insira a quantidade média de usos até que ele precise ser substituído. Esse valor varia com a experiência, mas normalmente não ultrapassa algumas dezenas de utilizações.

Depois, informe a porcentagem de área utilizada na impressão atual. Isso é importante porque nem toda peça ocupa toda a área disponível do FEP, e o desgaste é proporcional ao uso.

Por fim, há um campo de manutenção extra, onde você pode incluir custos adicionais, como películas de proteção, que são altamente recomendadas para preservar o equipamento.

A lógica deste cálculo é considerar o desgaste conjunto dos principais componentes, já que toda impressão em resina depende diretamente tanto do LCD quanto do FEP em boas condições. Ou seja, ambos estão sendo desgastados simultaneamente durante o processo.

Resumo dos campos:

Preço LCD (R$): Custo de um LCD novo.

Vida Útil (h): Tempo médio de vida do LCD em horas (ex: 2000).

Tempo Total (h): Duração da impressão atual em horas.

Preço FEP (R$): Custo de um FEP novo.

Durabilidade (qnt): Número médio de utilizações do FEP até sua substituição.

Área (%): Porcentagem da área do FEP utilizada na impressão.

Manutenção (Fixa/Extra): Valor adicional para custos extras.

Fórmula utilizada:

((preço LCD / vida útil) * tempo total) + ((preço FEP / durabilidade) * (porcentagem de área + 0.33)) + manutenção extra

Acabamento

A etapa de acabamento costuma ser uma das mais variáveis do processo, já que nem toda peça exige os mesmos cuidados ou utiliza os mesmos recursos. Ainda assim, três etapas são extremamente comuns na maioria das impressões: lavagem, lixamento e pintura. Por isso, esses três processos foram reunidos em um único bloco, permitindo que você estime, de forma prática, um custo médio para o acabamento.

Começando pela lavagem, esse processo pode variar bastante, pois cada pessoa utiliza métodos diferentes para limpar a peça. No entanto, o uso de solventes é praticamente indispensável, o que torna necessário calcular, ao menos de forma aproximada, quanto está sendo gasto.

O Álcool Isopropílico é o solvente mais utilizado para remover resíduos de resina. Porém, com o uso contínuo, ele perde sua eficácia, tornando-se cada vez menos reutilizável. No exemplo apresentado, consideramos um litro de álcool com custo médio de R$24. Em seguida, informamos quantas lavagens podem ser feitas com esse volume, ou seja, quantas peças podem ser limpas antes que o solvente perca sua eficiência. Por fim, inserimos a quantidade total de litros utilizados na limpeza da peça atual.

Cada profissional pode calcular esse valor de forma diferente, mas o importante é que a estimativa faça sentido. Por exemplo, um galão de 5 litros custa em torno de R$120, o que pode resultar em aproximadamente R$1,92 por impressão. A ideia é garantir que pelo menos parte desse custo esteja sendo considerada.

Na etapa de lixamento, a lógica muda um pouco. Ao utilizar ferramentas como furadeiras ou micro retíficas, as pontas abrasivas se desgastam com o tempo. Embora a resina seja relativamente fácil de trabalhar após a cura, o uso contínuo acaba consumindo essas peças.

Neste bloco, você deve informar o custo médio de uma ponta nova, sua vida útil em número de usos, e a quantidade de pontas utilizadas no acabamento da peça. Em muitos casos, esse custo será baixo, frequentemente na faixa de centavos. No entanto, dependendo do tipo de resina ou da presença de outros materiais na peça, o desgaste pode ser maior e deve ser considerado.

Por fim, temos a etapa de pintura, que costuma ser uma das mais difíceis de estimar com precisão. Muitas pessoas não têm controle real de quanto gastam em tinta, o que pode gerar perdas significativas ao longo do tempo.

Aqui, você deve inserir o custo médio de uma unidade de tinta, o volume em mililitros dessa unidade e a quantidade de tinta utilizada na pintura da peça. Tintas acrílicas comuns, por exemplo, costumam custar cerca de R$5 por unidade, o que pode ser usado como base. Ao preencher esses dados corretamente, o sistema calculará um custo médio de pintura, que pode ser utilizado como valor mínimo para garantir que esse gasto não seja ignorado.

Resumo dos campos:

Solvente 1L (R$): Custo médio de 1 litro de solvente.

Qnt. Lavagens/1L: Quantidade de lavagens possíveis antes do solvente perder eficácia.

Total Usado (L): Quantidade de solvente utilizada na limpeza da peça atual.

Custo de Ponta (R$): Custo médio de uma ponta de lixamento.

Vida Útil (qnt): Número de usos até o desgaste completo da ponta.

Pontas Usadas (qnt): Quantidade de pontas utilizadas no acabamento.

Custo Unidade (R$): Custo médio de uma unidade de tinta.

ml por Unidade: Volume médio de tinta por unidade.

Uso Médio (ml): Quantidade de tinta utilizada na pintura da peça.

Fórmulas:

(custo do solvente / lavagens por litro) × litros usados

(custo da ponta / vida útil) × pontas usadas

(custo da tinta × uso médio) / ml por unidade

Despesas

O bloco de despesas é o espaço destinado à inclusão de custos específicos que ainda não foram contabilizados nas outras etapas. Aqui não existe um padrão fixo ou regras rígidas, você tem total liberdade para adicionar tudo aquilo que considera relevante no processo de produção da peça.

Por exemplo, itens como luvas, máscaras e filtros são bastante comuns, já que a impressão 3D em resina exige o uso de equipamentos de proteção individual, devido ao seu potencial tóxico. Além disso, você também pode incluir outros elementos, como peças adicionais compradas separadamente, tintas específicas, verniz ou qualquer outro material utilizado no acabamento ou na composição do produto final.

As possibilidades são amplas, e esse bloco existe justamente para garantir que nenhum custo importante seja esquecido.

Você pode adicionar, editar ou remover itens da lista conforme necessário. Todos os valores serão calculados automaticamente ao final, considerando as quantidades informadas. O mais importante aqui é garantir que tudo o que foi utilizado esteja devidamente contabilizado.

Logística

Na etapa de logística, trabalhamos novamente com a soma de diversos custos, desta vez relacionados ao envio do produto ao cliente.

Aqui você irá reunir os gastos mais comuns dessa fase, começando pela embalagem. Isso inclui itens como caixas, plásticos de proteção, espumas e qualquer material utilizado para garantir que a peça chegue em segurança ao destino.

Em seguida, temos os impostos, que podem variar dependendo da região ou do tipo de envio. Esse campo é especialmente importante em casos de envios internacionais ou situações onde há cobrança de taxas adicionais.

O frete também deve ser considerado, principalmente para entregas em longas distâncias, onde esse custo pode ter um impacto significativo no valor final.

Por fim, temos o campo de desconto, que funciona de forma diferente dos demais. Em vez de somar ao total, ele será subtraído, representando promoções ou ajustes no preço final. Isso permite que você aplique reduções de forma organizada, sem perder o controle sobre os custos reais.

Mão de Obra

A mão de obra é, muitas vezes, um dos custos mais ignorados na impressão 3D, e ao mesmo tempo, um dos mais importantes. O tempo também tem valor, e cada hora investida na produção de uma peça precisa ser considerada.

Atividades como configuração, lavagem, lixamento e pintura demandam tempo e esforço. Durante esse processo, você ainda não está obtendo lucro, está apenas convertendo seu tempo em produção. Por isso, é essencial que esse fator seja corretamente incluído no cálculo.

O cálculo é simples: basta multiplicar o valor que você deseja receber por hora pelo total de horas trabalhadas na peça.

Esse valor pode variar de acordo com a realidade e os objetivos de cada pessoa, mas existe um ponto fundamental aqui: não se desvalorize. O ideal é definir um valor por hora compatível com o que você receberia em um trabalho formal, já que a impressão 3D, além de um hobby, também é uma atividade profissional.

Total e Lucro

Finalmente, chegamos à etapa final do processo de cálculo. É aqui que você define, de fato, o seu ganho sobre a peça, ou seja, o lucro.

É muito comum confundir mão de obra com lucro, mas são conceitos diferentes, e entender essa diferença é fundamental para o crescimento do seu negócio.

Antes do valor total, há uma barra com um controle deslizante que permite definir a margem de lucro, variando de 0% a 100%. Nesse ponto, cada profissional adota um valor de acordo com sua realidade. É comum que iniciantes comecem com margens menores para atrair clientes e, com o tempo, aumentem seus preços conforme ganham experiência e reconhecimento.

O Maker Price 3D não tem como objetivo determinar qual é o lucro “correto”, já que isso depende de diversos fatores individuais. A proposta é oferecer uma base e orientar de forma prática, deixando a decisão final para quem conhece o valor do próprio trabalho.

Após preencher todos os campos, mesmo que alguns permaneçam em branco, o sistema atualizará o total pela última vez. Nesse momento, será apresentada a separação entre o custo total de produção e o lucro aplicado, além do valor final resultante da soma dos dois.

 

Por fim, você terá a opção de salvar todas as informações em um arquivo .JSON, evitando a necessidade de preencher tudo novamente sempre que quiser refazer ou ajustar o cálculo.

Considerações Finais

Posso dizer, sem medo de errar, que a impressão 3D foi amor à primeira vista. Pretendo continuar aprendendo, evoluindo e desenvolvendo soluções que possam ajudar outras pessoas que enfrentam os mesmos desafios que eu enfrentei.

O Maker Price 3D me ajudou a enxergar esse processo de forma muito mais estratégica, trazendo uma visão mais clara sobre como precificar corretamente, vender melhor e evitar perdas invisíveis ao longo da produção. No futuro, pretendo lançar novas atualizações e expandir as funcionalidades, incluindo suporte para impressoras de filamento e outras melhorias.

Por enquanto, deixo aqui meu agradecimento a todos que apoiaram o projeto e contribuíram com feedbacks.

Nos vemos nas próximas atualizações.

Até a próxima! :)

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